Em janeiro de 2011, o SAD registrou 376 quilômetros quadrados de florestas degradadas, correspondendo ao aumento de 637% em relação ao mesmo período do ano anterior
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou nesta quarta-feira (23) que em dezembro de 2010, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 175 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal.
Conforme o estudo do Imazon, isto representou um aumento expressivo de 994% em relação a dezembro de 2009 quando o desmatamento somou somente 16 quilômetros quadrados.
Segundo o estudo, em dezembro de 2010, Rondônia contribuiu com 43% da área total desmatada na Amazônia Legal. Em seguida aparece ato Grosso com 31% e Amazonas com 16%.
Nos outros Estados o desmatamento foi proporcionalmente menor, sendo o Pará com 5%, Acre com 4% e Tocantins com 1%.
O desmatamento no Pará foi menor em dezembro de 2010 provavelmente em virtude da cobertura de nuvens intensa nesse Estado (85% de cobertura de nuvens na área florestal).
Em janeiro de 2011 foi registrado 83 quilômetros quadrados de desmatamento, o que representou um aumento de 22% em relação a janeiro de 2010 quando o desmatamento atingiu 68 quilômetros quadrados.
Aumento
O desmatamento acumulado no período de agosto de
Houve um ligeiro aumento de 3% em relação ao mesmo período anterior (agosto de 2009 a janeiro de 2010) quando o desmatamento somou 836 quilômetros quadrados.
As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 541 quilômetros quadrados em dezembro de 2010. Em comparação a dezembro de 2009, quando a degradação somou somente 11 quilômetros quadrados, houve um aumento extremamente expressivo de 4.818%.
Em relação a janeiro de 2011, a degradação florestal atingiu 376 quilômetros quadrados. Isso representou um aumento de 637% em relação a janeiro de 2010 quando a degradação florestal foi de 51 quilômetros quadrados.
A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a janeiro de 2011 totalizou 3.722 quilômetros quadrados. Isso representou um aumento expressivo (338%) em relação ao período anterior (agosto de 2009 a janeiro de 2010) quando a degradação florestal somou 850 quilômetros quadrados.
O carbono florestal comprometido pelo desmatamento no período de agosto de 2010 a janeiro de 2011 (seis primeiros meses do atual calendário de desmatamento) foi de 13,9 milhões de toneladas, ou seja, cerca de 51 milhões de toneladas de C02 equivalente.
Isso representa uma redução de 5,2% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a janeiro de 2010) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 47 milhões de toneladas de C02 equivalente.
Tanto em dezembro de 2010 quanto em janeiro de 2011 foi possível monitorar com o SAD somente 30% da área florestal na Amazônia.
Os outros 70% estavam cobertos por nuvem o que dificultou o monitoramento na região principalmente no Amapá, Pará e Acre , os quais tiveram mais de 80% da área florestal coberto por nuvens.
Em virtude disso, segundo o Imazon, os dados de desmatamento e degradação em novembro podem estar subestimados.
Amazonas
Segundo o estudo, em dezembro de 2010, Rondônia contribuiu com 43% da área total desmatada na Amazônia Legal. Em seguida aparece ato Grosso com 31% e Amazonas com 16%.
Nos outros Estados o desmatamento foi proporcionalmente menor, sendo o Pará com 5%, Acre com 4% e Tocantins com 1%.
O desmatamento no Pará foi menor em dezembro de 2010 provavelmente em virtude da cobertura de nuvens intensa nesse Estado (85% de cobertura de nuvens na área florestal).
Em janeiro de 2011, o SAD registrou 376 quilômetros quadrados de florestas degradadas. Isso corresponde ao aumento de 637% em relação ao mesmo período do ano anterior (janeiro de 2010) quando a degradação florestal foi de 51 quilômetros quadrados.
Do total, a maioria (93%) da degradação ocorreu noMato Grosso, seguido de longe por Rondônia (4%), Amazonas (1%), Pará (1%) e Tocantins (1%).
Em dezembro de 2010, os municípios mais desmatados foram: Porto Velho (Rondônia) com 39 quilômetros quadrados, Lábrea (Amazonas) com 17,6 quilômetros quadrados, e Feliz Natal (Mato Grosso) com 16,5 quilômetros quadrados.
Fonte: Acritica.com
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