quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Preço da celulose de fibra curta mantém queda

A finlandesa Foex, consultoria independente informou nesta terça-feira, 14, que o preço da celulose de fibra curta, com entrega na Europa, caiu 1,44%, empurrando a comercialização para US$ 12,42, e US$ 852,08 a tonelada.

Já o preço da celulose de fibra longa, também com entrega na Europa, se manteve praticamente estável, registrou baixa de 0,03%, ou de US$ 0,28, na última semana, para US$ 948,99.


Na China, o preço da celulose de fibra curta atingiu US$ 747,31 na semana passada, o que representa um recuo de 0,38% ante o período anterior.


"Acreditamos que esse cenário de queda deve continuar para o curto prazo, porém, para o médio e longo-prazo, devemos ter um cenário positivo para as companhias produtoras de celulose, com um pequeno aumento da produção e uma elevação da demanda", avaliou a Link Investimentos através de relatório assinado pelo analista Leonardo Alves.


Na avaliação da Link, o segmento de embalagens continua passando por um momento positivo, com o preço de Kraftliner em tendência de alta. Nessa semana, na Europa, o preço teve uma variação de 0,39% e foi cotado a US$ 736,38 por toneladas.

 
Fonte: Brasil Econômico

Ruralistas tentam votar Código Florestal até hoje

A bancada ruralista tentará votar, nesta quarta-feira, o projeto de lei do novo Código Florestal Brasileiro, feito a partir do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que gerou críticas de ambientalistas e de setores do governo. Segundo o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), presidente da comissão que avaliou as mudanças no atual Código Florestal, os ruralistas pretendem votar o mérito do projeto de lei logo após a aprovação do requerimento para a urgência, previsto para ser avaliado amanhã na Câmara dos Deputados.
"Este tema já foi exaustivamente debatido pela sociedade em cerca de 60 audiências públicas e não tem mais motivos para protelá-lo indefinidamente, como pretendem os ambientalistas", afirmou Micheletto. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) endereçou hoje pedido aos seus integrantes no qual solicita o apoio para comparecimento em plenário.
Na semana passada, a bancada ruralista tentou votar o projeto, mas recuou e conseguiu um acordo de lideranças para o requerimento de urgência. Com isso, a intenção seria ao menos apressar a votação do projeto para o início de 2011, em fevereiro. Mas os ruralistas ainda devem tentar uma última cartada este ano. Segundo Micheletto, há "a necessidade de se votar logo o novo Código Florestal, daí a nossa expectativa em sua aprovação ainda nesta legislatura na Câmara e no ano que vem no Senado".
Para o deputado, a pressa para aprovação do relatório de Rebelo se justifica porque o documento altera a legislação ambiental atual (cerca de 16 mil leis) que, segundo ele, colocará na ilegalidade cerca de 90% das propriedades agrícolas, caso vigore o Decreto 7.029, que regulamenta o Código Florestal de 1965. "Esse decreto é uma verdadeira espada sobre o pescoço do produtor rural, pois o obriga a fazer averbação da propriedade a partir de junho de 2011, além de fixar pesadas multas diárias e outras sanções", afirmou.

Fonte: O Estadão

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Palestra em Costa Rica aborda mercado da madeira de eucalipto e sistema agrosilvipastoril


Costa Rica, município do interior de Mato Grosso do Sul, recebe nesta sexta-feira, 3, às 13h, uma palestra que vai tratar sobre o “Mercado de Madeira de Eucalipto e Sistema Agrosilvipastoril”. O evento será realizado no Centro de Convivência da Terceira Idade da cidade.

O palestrante será o engenheiro agrônomo, Pedro Francio, que palestrou nas duas edições do Seminário “Plantar Florestas é um Bom Negócio”, organizado pelo Painel Florestal, em Aparecida do Taboado e Inocência, além do Ribas Florestal 2010, realizado em Ribas do Rio Pardo.


A presença de Pedro Francio como palestrante também já está confirmada para a 3ª edição do Seminário “Plantar Florestas é um Bom Negócio”, que será realizado em Coxim, no dia 24 de fevereiro de 2011.

 
Fonte: Painel Florestal

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Visita a Fazenda Modelo do IAPAR durante o Encontro Presencial do Curso de Gestão Florestal

Os alunos que participaram do 2º Encontro Presencial - 2010, no período de 18 a 20 de novembro, tiveram a  oportunidade de conhecer as pesquisas da Fazenda Modelo do IAPAR, localizada em Ponta Grossa.

Lá, eles foram recebidos pela administração e pesquisadores do IAPAR e Embrapa onde tiveram contato com os experimentos realizados pelas instituições sobre o sistema de produção agrossilvipastoril.

Acompanhados pelo professor  Alessandro Angelo, da Universidade Federal do Paraná, e pela tutoria do curso de especialização em Gestão Florestal, os alunos tiveram um dia de campo para visualizar as possibilidades e potencialidades desse sistema para os setores produtivo florestal, agrícola e pecuário, além de alternativas para preservação do solo e outros recursos naturais.

Conheça mais sobre a Fazenda Modelo e o IAPAR no link: http://www.iapar.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1244

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hemisfério Sul será o principal fornecedor de celulose mundial


O que mais se falou durante o V Congresso Latino-Americano das Perspectivas do Setor de Celulose e Papel, realizado nessa segunda e terça-feira (22 e 23), em São Paulo, foram as questões sócio-ambientais e seus investimentos.

O executivo da Mckinsey & Companny, Andréas Mirow, afirmou que cada vez mais o mundo vai receber celulose do Hemisfério Sul que foi responsável, somente em 2009, por 36% de toda a demanda.


De acordo com o executivo, há uma forte tendência hoje no que se refere à fibra de madeira. Ela está se tornando cada vez mais cara, principalmente na Europa Ocidental, pois os países não serão capazes de atender suas necessidades e atingir suas metas de energia renováveis se não investir em biomassa. “Isso possivelmente terá um aumento de preços”, disse. Na América do Norte, o cenário é bastante similar, mas é um grande fornecedor para a Europa de bionergia.


Já a China, que apresenta um custo muito alto da madeira, na perspectiva de Mirow, não será capaz de apresentar grandes evoluções. “É mais barato comprar celulose de outros países do que investir em florestas plantadas”, avaliou.


Por outro lado, a América do Sul tem todas as condições para ser o local de escolha para investimento de celuloses, que hoje apresenta grandes perspectivas de crescimento. “O crescimento está mesmo no hemisfério sul, pois temos a biomassa para a renovação de energia renovável”, alertou.


Pesquisas têm mostrado que metade do mundo irá crescer e a outra metade ficará estável, mas com o crescimento da mídia eletrônica poderá haver um impacto no consumo de papel. “Naturalmente, iremos ver uma consequência do aumento da produção de celulose e uma queda no fornecimento de papel”. Esse cenário poderá gerar boas oportunidades no hemisfério sul, pois haverá um aumento de custo. “Há grandes oportunidades para a América Latina, mas se o tempo for correto, ou seja, se as empresas investirem ao mesmo tempo”, mostrou Mirow.



A presidente da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e papel) Elizabeth de Carvalhaes, também fez um alerta quanto às questões sociais e ambientais do País, principalmente neste momento pós-crise. “Passamos razoavelmente pela crise. O Brasil foi um dos únicos países que cresceu em volume de produção de papel e celulose nesta fase”, disse.


Já na questão ambiental, a China agride a atmosfera com milhões de dióxido de carbono. Para se ter uma noção dos prejuízos que um dos países mais desenvolvidos causa no mundo, para ele crescer 10%%, são necessários investimentos bilionários da economia mundial. O lado positivo é que o Brasil tem a celulose mais sustentável do mundo. “O Brasil vai crescer por mérito próprio e por problemas no mundo”, destacou Elizabeth.


Mesmo a indústria de papel se globalizando e se modernizando, os investimentos em sustentabilidade é um proeminente investidor do futuro. “O Brasil terá uma produção industrial mais sustentável do mundo”, mostra Elizabeth. Segundo ela, o Brasil vai dobrar sua base florestal, tanto para a produção de Celulose e Papel, quanto na produção de carvão e madeira. A média de crescimento é saltar de 6,5 milhões de toneladas para 13 milhões. “O foco do Brasil é ultrapassar a produção da China em celulose”, adiantou ela traçando um cenário bastante promissor graças as suas florestas mais produtivas do mundo e sua grande absorção de carbono. “A credibilidade é o pilar de todo o século 21”, destacou a presidente.
Fonte: Painel Florestal (Com informações da Assessoria)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ruralistas entram no STF com ação de inconstitucionalidade do Código Florestal


A Sociedade Rural Brasileira (SRB) entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) na qual pede uma interpretação dos artigos 16 e 44 do Código Florestal Brasileiro.


A SRB avalia que os artigos, que estabelecem as dimensões das áreas de reserva legal nas propriedades e definem como elas devem ser protegidas ou recompostas, contrariam a Constituição.


A SRB sustenta que um dos princípios da Constituição, o que proíbe a retroatividade de novas leis, não seria obedecido no Código Florestal, de 1965, e suas alterações posteriores, em 1989 e 2001. A entidade pretende que o STF evite punições aos produtores que cumpriam o determinado até as datas de mudanças. "Não queremos anistia, mas que o Supremo interprete o que a Constituição determina e nos deixe produzir", disse à Agência Estado o presidente da SRB, Cesário Ramalho.


A SRB defende que desmatamentos dentro dos percentuais autorizados por lei até cada uma das fases de implantação de novas regras sejam considerados legais. Não é o que entende, por exemplo, o Ministério Público, que cobra a recomposição para os atuais porcentuais de reserva para áreas desmatadas antes de 2001. "Tenho uma fazenda no Triângulo Mineiro que existe há 100 anos, já está consolidada e agora exigem uma averbação da reserva legal seguindo os porcentuais pós 2001", criticou Ramalho.


Segundo a SRB, "reflorestar áreas há muito tempo desmatadas e hoje consolidadas pelo uso agrícola é reescrever a história da povoação do território brasileiro, contrariando não só preceitos jurídicos, mas também o bom senso que se deveria exigir de qualquer agente público", informa a entidade em nota.


"Assim, com as leis vigentes à época da supressão das matas sistematicamente ignoradas, os produtores e proprietários rurais vem sendo injustamente condenados a recompor florestas que foram suprimidas sob o amparo da lei e, até, com incentivos do Estado. É o equivalente a se condenar um proprietário hoje a demolir um prédio construído há séculos porque mudaram as disposições do zoneamento urbano", completa a SRB.


A entidade pede, ainda, ao STF, se julgar procedente a Adin, a punição daqueles que desmataram florestas ilegalmente após 2001. "Será reconhecida, no entanto, a legalidade da supressão da vegetação nativa conforme a lei vigente à época do fato, o que é imperativo de Justiça e de respeito aos princípios democráticos fundamentais da Constituição Federal Brasileira", conclui a SRB.


Código

Entre 1965 e 1989, o Código Florestal permitia o corte de até 80% da área de floresta de um imóvel rural, exceto em áreas na Amazônia Legal. O cálculo era feito sobre a vegetação nativa existente no imóvel em 1965 e não sobre a área total do imóvel. Até 1989, não existiam ainda restrições para a ocupação de áreas de Cerrado, Caatinga e Campos.


Com alterações na lei, em 1989 o Cerrado foi incluído no Código Florestal como área com restrições à supressão da vegetação. A partir daquele ano, a remoção de mais de 80% da vegetação de Cerrado em cada propriedade rural foi proibida. Em 2001, as mesmas restrições passaram a vigorar para outros biomas.
Fonte: Hoje em Dia – Adaptado por Painel Florestal

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fabricantes da pasta de papel sofrem impactos negativos com redução de preço oferecida pela CMPC

Os analistas do BPI Equity Research (Banco Português de Investimentos) atribuem um impacto "negativo" à decisão da fabricante chilena de papel e celulose CMPC de reduzir o preço da pasta do papel em US$ 50 passando a operar a US$ 750 por tonelada na China e nos outros mercados da região.


Esta redução de preço segue-se à decisão da Fibria, que disse manter os preços inalterados em novembro e sinaliza que a procura não é tão elevada mediante à oferta como era previsto pelos analistas.


"Acreditamos que isto prova que as condições do mercado de pasta do papel não são tão apertadas quanto pensávamos, apesar das fortes entregas de pasta do mês passado", diz a nota de investimento do BPI, publicada no Iberian Daily desta manhã.


"Entretanto sublinhamos que o desequilíbrio do mercado de pasta do papel na Ásia também deverá se espalhar a outras regiões", referem os analistas recordando o desempenho dos preços da pasta em Agosto.


No último verão a queda de 50 dólares no preço da pasta do papel, na Europa, foi precedida de vários cortes do preço na Ásia, recordam o banco de investimento.


O negócio de produção de pasta do papel tem uma ponderação de 94% na avaliação da Altri e de 12% nas receitas da Portucel, que por sua vez representa 88% da avaliação do seu carro chefe, a Semapa (empresa portuguesa que opera essencialmente em três sectores: pasta e papel; cimento; e geração de energia a partir de fontes renováveis)




Referências




A recomendação do banco é de "manter" os títulos da Altri, que avalia em 4,10 euros e de "comprar" tanto para a Semapa, cujo valor estima em 11,90 euros, como para a Portucel, à qual atribui um preço-alvo de 3,00 euros.


Na sessão de hoje, a Altri recua 1,22% para 3,632 euros e a Semapa desvaloriza 0,21% para 8,182 euros, enquanto a Portucel progride 0,04% para 2,43 euros.
Fonte: Cidade Verde